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As vezes perdemos a noção do ponto de controlo. Não sabemos quanto parar, e até mesmo quanto nos devemos envolver. Não é fácil escrever sobre isto. Foi preciso queimar mais que três folhas de eucalipto para aqui chegar. Não é fácil porque às vezes somos as vítimas do ar que falta (e também é estranho controlar isso). Gira tudo em volta de relógios e tempo (quando o tempo não conta realmente, porque há abraços que chegam sempre na altura certa). Mas a sociedade não pensa assim. São datas, horas, compromissos. É um tic-tac difícil de encarar de frente. Falta coragem para pôr os pontos nos i's e deixar os 'circunflexos' de parte (porque não há que ser abrigo de quem nunca pensou molhar-se). E, no meio disto tudo vês que, afinal de contas, o teu tempo anda muito mais depressa do que os ditos 'relógios'. E ainda assim, agradar mundo e meio parece razoável, parece 'fazível'. Mas nada de faz por milagres, e, acredites ou não, por mais fortes que as tuas mãos sejam, nunca vão ser firmes o suficiente para segurar os grãos todos de areia.
Alugá-mos agora uma cabana, não interessa onde, e preocupamo-nos em ser realmente completos e felizes?
Alugá-mos agora uma cabana, não interessa onde, e preocupamo-nos em ser realmente completos e felizes?
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