Velhas teias

Hoje lembrei-me de alguém. Lembrei-me do meu anjinho branco. Lembrei-me daquela pessoa que apareceu do nada (talvez da minha capacidade de ler lábios). Surgiu do nada e estúpido era se disse-se que penso sempre nela. Não, longe disso. Mas hoje, ao abrir o velho livro de contos e poesias, lembrei-me. Lembrei-me de escrever a quente, com tudo à flor da pele. de estar ali sentado e escrever do que não conhecia, de 'mitos da sociedade'. De quando ainda não se tinha noção de onde realmente habitava. E evito falar. Exito nesses momentos. Medo de ser rejeitado novamente, chamar-lhe-ia assim. Nada de sentimentos fortes mas sim ténues saudades de quem apareceu, admirou, confiou e sorriu por mim. Acredita a cada lágrima e gota de suor também são focados por ti, para meu (nosso) bem...

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